Secretaria de Saúde realiza projeto Verão Mais Saudável


2/1/2012
Neste mês de janeiro, a população maceioense vai contar com uma série de atividades especiais para manter a saúde em dia. Trata-se do projeto Verão Mais Saudável, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em parceria com a Unimed Alagoas. A ação começa nesta sexta-feira (6) à noite, na orla da Praia da Ponta Verde, e será realizada ainda na manhã do sábado (7).  


Durante a programação, os interessados poderão participar de exercícios aeróbicos, aulas de dança, pilates, meditação e massagem – além de passarem por uma avaliação física. O projeto também vai oferecer exames de glicemia, aferição de pressão arterial e vacinação contra a hepatite B e distribuir panfletos com dicas sobre alimentação, doenças sexualmente transmissíveis e tabagismo.

Segundo a diretora de Promoção da Saúde da Sesau, Eliana Padilha, o objetivo do Verão Mais Saudável, que em 2012 chega à segunda edição, é conscientizar as pessoas sobre a importância de cultivar bons hábitos. “Queremos mobilizar a população e despertar o interesse pelas atividades físicas. Essa é uma forma de incentivar que o costume seja mantido durante o resto do ano, melhorando a qualidade de vida”, diz ela.

A expectativa é receber entre mil e 1.500 pessoas nos quatro dias da ação, que terá ainda apresentações culturais, incluindo uma banda de frevo. A ideia é atrair banhistas que estejam na praia e turistas passando pela orla. Para isso, serão montadas várias tendas e um palco. Além da estrutura física, a Sesau e a Unimed mobilizarão diversos profissionais, como educadores físicos, terapeutas ocupacionais, médicos e enfermeiros.

A superintendente de Vigilância da Saúde, Sandra Canuto, ressalta que o projeto pretende trabalhar a medicina preventiva. “Hoje, as pessoas não estão mais morrendo tanto de doenças transmissíveis, a exemplo da cólera, mas sim de problemas como o infarto e o AVC, que estão aumentando e são associados ao sedentarismo e à obesidade. Nossa finalidade é diminuir esses casos, evitando diabetes e hipertensão”, expõe ela.

Academias da Saúde - Para incentivar os hábitos saudáveis, Alagoas vai ganhar 40 Academias da Saúde. Financiadas pelo Ministério da Saúde, as unidades serão instaladas em Maceió (3), Arapiraca (2) e nos demais municípios alagoanos. Criado em 2011, o programa tem como objetivo principal contribuir para a promoção da saúde a partir da implantação de polos de orientação e prática de atividade física, lazer e modos de vida saudáveis.
De acordo com Sandra Canuto, a construção das academias no Estado foi aprovada pelo Ministério por meio de projetos enviados pelas administrações municipais e a implantação será realizada este ano. “Os municípios mandaram seus projetos e ficará a cargo deles definir o local de cada unidade. A recomendação é que sejam instaladas próximas a um Posto de Saúde da Família, atendendo a esse público”, explica a superintendente. 

http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/01/02/secretaria-de-saude-realiza-projeto-verao-mais-saudavel
Diabetes e hiperplasia prostática
2/1/2011

Os homens idosos apresentam uma alta incidencia de hiperplasia prostática benigna (HPB) que estão associados a sintomas do trato urinário (STU) e tambem apresentam o aparecimento de diabetes do tipo 2. A.V.Sarma e colaboradores urologistas da Universidade de Michigan estudam se existe alguma correlação entre esses dados comparando uma população de homens pretos e brancos.
Os autores indagam se o uso de terapia médica (por exemplo, esquemas de insulina, hipoglicemiantes orais) relacionados com a mudanças na STU gravidade da vazão do jato urinario, medido pelo urofluxometria, volume da próstata determinado pela ultra-sonografia transretal e niveis no sangue APE-antígeno prostático específico tem alguma correlação 
Dos 2.226 homens que tinham sintomas urinários ,186 homens relataram um histórico de diabetes, 76,9% dos quais foram tratados com medicação. Constatou se que os homens com diabetes têm chances significativamente maiores de STU moderada ou grave ( dependendo da idade e raça(branca ou preta tem 1,37 vezes mais sintomas) em comparação com homens sem diabetes. No entanto, entre os homens diabéticos, aqueles que não tomam medicamentos têm chances maiores de STU moderada / grave do que aqueles que tomam medicação. Esta associação entre os homens que tomam e não tomam a medicação foi constatado em 5 dos 7 sintomas das queixas de STU individuais. O volume da próstata e o nivel do antigeno prostático específico não foram significativamente associados com o tratamento do diabetes. Não foram observadas diferenças significativas para a variação anual do tamanho da prostata pelo tipo de tratamento do diabetes.Tambem não houve nenhuma diferença na comparação entre os homens brancos e de cor.
Estes achados sugerem que a presença de diabetes e controle glicêmico subseqüentes pobres poderia ser menos relacionadas com o crescimento da próstata e muito mais para os componentes dinâmicos da função do trato urinário inferior. 
http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=2034


Consumo de leite na adolescência pode triplicar risco de cancro da próstata


O consumo de leite na adolescência triplica risco de cancro da próstata. É o que sugere um estudo desenvolvido por investigadores da University of Iceland, na Islândia, avança o portal ISaúde.

A pesquisa verificou que homens islandeses mais velhos que se lembram de ter bebido muito leite na adolescência eram três vezes mais propensos a serem diagnosticados com cancro da próstata avançado do que os homens que bebiam leite mais moderadamente.

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, os resultados do estudo sugerem que a puberdade, fase em que a próstata se desenvolve, pode ser um momento de vulnerabilidade intensificada para a glândula.

"Acreditamos que os nossos dados são realmente sólidos e que fornecem evidências importantes para o papel da adolescência como um 'período sensível' para o desenvolvimento do cancro da próstata. No entanto, continuamos cautelosos na nossa interpretação. Inferências causais não são feitas em apenas um estudo, assim, mais estudos são necessários para confirmar os nossos resultados e também para explorar o possível mecanismo por trás desta associação", diz Johanna Torfadottir, cientista de nutrição e estudante de graduação na University of Iceland.

Segundo a investigadora, até então, os dois estudos sobre cancro da próstata e ingestão de leite em adolescentes chegaram a conclusões mistas - um descobriu que os amantes de leite pareciam ser de certa forma protegidos contra a doença, enquanto os outros não encontraram qualquer ligação.

Mas ambos os estudos foram pequenos e não conseguiram distinguir entre tumores avançados e tumores em uma fase inicial, observa Torfadottir.

O estudo

Por outro lado, os investigadores afirmam que a Islândia permite a realização da experiência de forma natural. Eles explicam que o país tinha pouca infra-estrutura no início do século 20, então as pessoas em áreas rurais tendiam a viver da terra. Isso incluía muito leite de animais de fazendas na região central da ilha, enquanto o leite era escasso nas aldeias à beira-mar.

Para estudo, os investigadores usaram dados de mais de 2.200 homens nascidos entre 1907 e 1937. Estes homens tinham sido parte de um estudo médico iniciado na década de 1960 e que, no início dos anos 2000, responderam a perguntas sobre sua dieta no início e no meio da vida como parte de um outro estudo.

Entre 463 homens que lembraram-se de ter bebido leite menos de uma vez por dia na adolescência, um por cento desenvolveu cancro da próstata avançado ou morreu da doença ao longo de um acompanhamento por 25 anos.

Este número foi de três por cento entre os mais de 1.800 homens que disseram ter bebido leite pelo menos diariamente na adolescência.

A diferença não poderia ser explicada pela frequência com que as pessoas tinham ido ao médico para fazer check-up, pela sua educação ou pelos outros alimentos que comiam, como peixe ou carne.

A quantidade de leite que os homens bebiam não tinha qualquer ligação com o risco de tumores em estágio inicial, no entanto. E a ingestão na meia-idade - o grupo etário que os outros estudos mais focaram - não parece importar tanto.

Torfadottir observa que há vários mecanismos fisiológicos que podem, em princípio, explicar a ligação encontrada por ela. Mas neste momento, todos eles permanecem especulativos.

"A partir desses dados por si só, não podemos recomendar que os adolescentes mudem os seus hábitos alimentares. Estamos apenas a pesquisar o risco de uma doença, o cancro da próstata, e, obviamente, os riscos para outras condições, a saúde óssea, por exemplo, precisam ser considerados", disse.

Matthew Cooperberg, urologista da University of California (EUA) concorda: "Seria prematuro dizer que beber leite causa o cancro da próstata. Podemos falar sobre a associação, mas é difícil provar a causalidade", disse à Reuters Health.

Ele acrescenta que as pessoas não deveriam ter cautela com o consumo de leite.

"Há uma abundância de benefícios para a saúde a partir do consumo de leite na adolescência", diz Cooperberg.

Torfadottir também se aventurou um pouco no aconselhamento nutricional, observando que é "importante ter uma dieta equilibrada e que o consumo moderado de leite faz parte disso".
2012-01-02 | 11:48
http://www.pop.eu.com/news/6137/26/Consumo-de-leite-na-adolescencia-pode-triplicar-risco-de-cancro-da-prostata.html

Batimento cardíaco acelerado pode indicar doença cardíaca

Um aumento no nível cardíaco quando se está em repouso pode indicar maior risco de morrer de doenças cardíacas, mesmo que a pessoa pareça saudável.
Em um novo estudo, participantes saudáveis que tiveram um aumento de mais de 15 batidas por minutos durante momentos de descanso por um período de dez anos apresentaram quase o dobro de chance de morrer de doenças isquêmicas. Um coração com isquemia sofre de redução no suprimento de sangue.
O aumento nos batimentos cardíacos também elevou a chance de morrer por várias outras causas, mas, de acordo com os pesquisadores, a relação foi menor.
A pesquisa indica uma nova forma de identificar pessoas que necessitam ficar alertas em relação às doenças cardíacas. Porém, mais pesquisas são necessárias para validar essas descobertas. Os cientistas notam que, como a maioria dos participantes era relativamente saudável, o risco de morrer de doença cardíaca ainda é baixo.
Os pesquisadores examinaram informações de 13.499 homens e 15.826 mulheres da Noruega. Os participantes tiveram o batimento cardíaco medido em repouso duas vezes: uma entre 1984 e 1986, e outra uma década depois, entre 1995 e 1997. Eles foram acompanhados por mais 12 anos.
Nesse último período, 3.038 pessoas morreram. Desses, 975 morreram de doença cardiovascular, incluindo 388 de isquemia cardíaca.
Os participantes que passaram de menos de 70 batimentos cardíacos para mais de 85 na segunda avaliação apresentaram 90% mais chances de morrer de isquemia cardíaca do que aqueles com menos de 70 em ambos os períodos.
Os resultados se mantiveram mesmo levando em conta fatores que poderiam afetar os resultados, como níveis de atividade física e tabaco.
Ao contrário do que podemos imaginar, de acordo com os pesquisadores, uma redução no nível dos batimentos não representa menos chance de morrer.
Os médicos sabiam que um nível cardíaco alto não era bom (pois está associado com doenças cardiovasculares), mas o novo estudo é um dos primeiros a analisar os efeitos das mudanças do coração com o tempo.
De acordo com o cardiologista Christopher Cove, o estudo sugere que “se você tem um bom nível cardíaco em repouso, isso não é o suficiente. Você precisa manter isso durante a vida”.
Os pesquisadores ainda precisam entender porque o aumento dos batimentos cardíacos eleva as chances de morte por doenças cardíacas. Por exemplo, o aumento é uma amostra de hábitos não saudáveis, ou indica uma predisposição genética para doenças cardíacas?
Por enquanto, comenta Cove, aqueles que com altos níveis de batimentos devem tentar reduzir outros riscos cardiovasculares, como colesterol alto e alimentação ruim. Entretanto, ainda não está claro se ações como essas podem reduzir os batimentos.[LiveScience]

O que faz um bêbado ficar nervoso?

Existem bêbados chorões, afetivos, depressivos e palhaços. Mas há um tipo que com certeza você já presenciou, e não gostou: os nervosos. E uma nova pesquisa demonstra como identificá-los.
Tipos impulsivos têm mais tendência a ficar agressivos quando estão intoxicados, de acordo com um estudo do professor da Universidade Estadual de Ohio, Brad Bushman. “Nós já sabemos que o álcool aumenta a agressividade. E aqueles que têm uma personalidade agressiva acabam não pensando nas consequências de seus atos”, comenta. “Você junta os dois, e é uma mistura realmente tóxica”.
A idade média dos 495 voluntários do estudo era 23 anos, todos descritos como bebedores sociais e sem nenhuma alegação de uso de drogas ou problemas psicológicos.
Os participantes responderam um questionário para avaliar quais eram focados no futuro e quais eram mais impulsivos. Metade tomou álcool com suco de laranja, e a outra metade suco com muito pouco de álcool – mas os pesquisadores passaram álcool no copo, para que o cheiro ficasse.
Então, os cientistas falaram aos participantes que eles iriam jogar um jogo de agilidade, contra um oponente do mesmo sexo, e o vencedor poderia dar um choque, fraco, mas um pouco doloroso, no perdedor. Na verdade, eles estavam jogando contra os próprios pesquisadores.
Conforme a coisa se desenvolvia, os choques foram ficando mais intensos e longos, dando a impressão de que o oponente ia ficando mais malvado. Quando mais impulsivo os participantes se declaravam, mais eles se mostravam retaliadores, aumentando a gravidade dos choques.
“Quando menos a pessoa pensa no futuro, mas ela retaliava, especialmente quando estavam bêbadas. Aqueles focados no presente e alcoolizados davam choques mais longos e fortes do que qualquer outro no estudo”, explica Bushman. “O álcool não teve tanto efeito naqueles que se declararam focados no futuro”.
Os “impulsivos” que não estavam bêbados também deram choques maiores, mas não chegaram nem perto dos mais bêbados. Isso porque o álcool nos deixa desinibidos. O psiquiatra Gail Saltz explica que a bebida não muda a personalidade; apenas revela algo que já estava lá, escondida em algum lugar. Alguém bêbado pode parecer estar “fora de si”, mas nós nunca sabemos exatamente o que elas guardam por baixo dos panos.
Você afirma que só fica nervoso quando toma doses de tequila? Não é tão simples assim. O professor de psicologia Bruce Barthlow comenta que não há tanta pesquisa sobre os efeitos dos diferentes tipos de bebida nas funções cognitivas.
“Há uma influência social no comportamento de um bêbado”, afirma Bathlow. “Pessoas bebem coisas diferentes, dependendo das situações. Se você esta jantando na casa do seu chefe, provavelmente não vai tomar tequila”. Nesse caso o mais provável é um vinho, então você associa a ideia do vinho com boas maneiras. “Há uma diferença entre sentir-se bêbado com vinho e com tequila, porque as situações são muito diferentes”.[MSN]

Verdadeiro ou falso: conheça cinco mitos da saúde masculina


2/1/2012Descubra se pode derrubar por terra mitos como só mulher tem tpm. Foto: Getty Images
Descubra se pode derrubar por terra mitos como só mulher tem tpm
Foto: Getty Images

O ditado popular proclama que "ano novo, vida nova". Assim sendo, no primeiro dia de 2012, é chegado o momento de descobrir se cinco mitos da saúde masculina são verdadeiros ou falsos.
Clique e confira quais são os mitos selecionados pelo site australiano Body+Soul e descubra se pode derrubá-los por terra.
Cervejas light não engordam: falso. De maneira geral a cerveja tem pouca quantidade de carboidratos e não são eles os responsáveis pela barriguinha de chope. Escolha uma versão com menos álcool, beba menos e faça escolhas inteligentes de petiscos para acompanhar a bebida se não quer sentir a diferença na área da cintura.
Todo homem fica impotente: verdadeiro e falso. Apenas 40% dos homens passarão por essa experiência ao longo da vida. A disfunção erétil pode acontecer por problemas psicológicos, uso de medicamentos ou doenças, por isso, ao longo da vida um mesmo homem pode ter dificuldades de ereção por motivos distintos.
Só mulher tem TPM: falso. Um estudo coordenado por cientistas da Universidade de Derby (Inglaterra) descobriu que eles também têm ciclos de mau humor, desconforto e desconcentração similares aos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM).
Só mulheres têm tristeza: falso. Eles tendem a ser menos emocionais, mas também se entristecem, mas têm mais dificuldades para expressar o que sentem.
Homens são mais fracos: verdadeiro e falso. Por existir uma pressão para que sejam provedores, os homens ficam mais fragilizados emocionalmente quando adoecem. Além disso, as pessoas subestimam o quanto uma gripe pode te derrubar, o que é bastante individualizado.

http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5539612-EI16560,00-Verdadeiro+ou+falso+conheca+cinco+mitos+da+saude+masculina.html

Gutemberg Araújo faz balanço de ações na Saúde em 2011

São Luiz 1/1/2012
Cuidar da saúde de uma cidade com mais de um milhão de'habitantes não é tarefa fácil. Ao assumir a Secretaria Municipal de'Saúde, em maio de 2009, o cirurgião e vereador Gutemberg Araújo'aceitou aquele que seria – e continua sendo – o maior desafio de sua'vida. Ao final de mais um ano no calendário, e quase três de sua'gestão na Saúde de São Luís, o balanço mostra grandes avanços e a'certeza de que ainda há muito a ser feito. Exemplos disso foram o'pacote de reformas de 29 unidades básicas de saúde, a renovação'da frota de ambulâncias e o sucesso dos programas de diabetes e'hipertensão e das doenças sexualmente transmissíveis.
Apesar desses avanços, há desafios que persistem, principalmente'os hospitais superlotados e o fluxo de ambulâncias vindas de'todos os cantos do estado. Ao lado disso há a questão do subfinanciamento'do Sistema Único de Saúde. Um exemplo dessa realidade'são os Socorrões I e II, que recebem cerca de R$ 1,5 milhão por'mês (cada um) de recursos federais, mas custam cerca de R$ 6 a 7'milhões no mesmo período. 'Os esforços são grandes e mesmo com'o investimento de 25% do orçamento da Prefeitura na Saúde, a alta'demanda sobrecarrega o planejamento e acaba faltando recurso','afirma o secretário.
Para melhorar a situação, Gutemberg anuncia os planos de'reestruturação da Atenção Básica, de alguns aspectos da Rede de Urgência'e Emergência e Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica'e Sanitária, todos aprovados e com recursos garantidos pelo Governo'Federal. Mas pondera que a melhora na urgência e emergência da'capital só será percebida quando o Maranhão possuir efetivamente'de uma rede de urgência e emergência resolutiva. 'Só assim vamos'conseguir trabalhar com resolutividade e diminuir a superlotação'das nossas unidades de emergência'.
A seguir, os principais trechos da entrevista concedida pelo secretário:
Gutemberg Araújo faz balanço de ações na Saúde em 2011
Jornal Pequeno: Em um balanço do ano de 2011 na Saúde de São Luís, o que podemos destacar de mais importante?
Gutemberg Araújo: Tivemos um ano de muito trabalho e grandes esforços. Por um lado destacamos o pacote de reforma das unidades básicas, a renovação da frota de ambulâncias, o programa de controle de diabetes e os números do Programa Cidadania Para Todos, isso só para citar alguns. Por outro lado, temos o setor de urgência e emergência, com superlotação dos principais hospitais em razão da alta demanda do interior do estado. Os dois Socorrões, por exemplo, recebem cerca de R$ 1,5 milhão por mês de recursos federais (cada um), mas custam de R$ 6 a 7 milhões no mesmo período. E mesmo com o investimento de 25% do orçamento da Prefeitura na Saúde, a alta demanda sobrecarrega o planejamento e a conta não bate.
Jornal Pequeno: Então vamos dividir os destaques em avanços e desafios. Primeiro vamos aos avanços:
Gutemberg Araújo: Um dos nossos principais destaques, como adiantei, foi o pacote de obras: reformamos 29 das 42 unidades básicas. E em fase de conclusão temos uma nova UBS, no Residencial Paraíso. Estamos concluindo a reforma de 80 leitos de ortopedia no Socorrão II, onde acrescentamos 30 leitos de clínica médica e pediátrica, criamos as alas vermelha e amarela, que funcionam como UTIs. Faremos, em 2012, uma reforma no Socorrão I, onde serão reformulados o Centro Cirúrgico e a Pediatria. Reformamos o Hospital da Criança, criando um novo fluxo de atendimento com área vermelha (9 leitos) e credenciamos a Santa Casa para realização de cirurgias ortopédicas com o objetivo de minimizar a superlotação nos Socorrões. Ainda na área de estrutura física, entregamos o novo Almoxarifado, todo informatizado, reduzindo tempo de entrega e custos. Renovamos a frota de ambulâncias, além de integrarmos duas motolâncias para agilizar o atendimento em locais de difícil acesso. Recebemos reconhecimento nacional por dois dos nossos principais programas de saúde, o HiperDia – de prevenção e controle do diabetes e hipertensão, e o Programa de DST/Aids, principalmente nas ações voltadas aos mais jovens. E por fim, já no final do ano, realizamos a 8ª Conferência Municipal de Saúde, com grande representação de todos os agentes envolvidos.
Jornal Pequeno: A participação popular tem sido muito presente em suas falas ao longo do ano. O que isso significa para a gestão?
Gutemberg Araújo: É claro! A população pode ajudar muito. Exemplo disso foi a participação nos mutirões da dengue e pode ter continuidade na prevenção de acidentes e de doenças. No trabalho de combate à dengue, realizamos 14 mutirões, que atingiram 40 localidades, com a coleta de 100 toneladas de bagulho (móveis velhos e materiais sem uso que poderiam se transformar em criadouro do mosquito transmissor) e em parceria com diversos órgãos municipais e apoio interinstitucional. De março a junho foram visitados 304.844 imóveis – trabalho de 435 agentes de endemias. Também com participação da comunidade, batemos as metas de vacinação da gripe e do sarampo e entre os meses de julho e novembro, o programa Cidadania para Todos, iniciativa da Prefeitura de São Luís, levou serviços de saúde a cerca de 60 bairros em nove áreas da zona urbana e rural da capital. Realizamos consultas com pediatras, oftalmologistas, cardiologistas, clínicos gerais, gastroenterologistas, ginecologistas, dermatologistas e nutricionistas, totalizando 72.417 atendimentos.
Jornal Pequeno: Agora vamos aos desafios...
Gutemberg Araújo: Nosso grande desafio é fechar a conta, principalmente no setor de urgência e emergência. São Luís recebe a sua própria demanda, que cresce a cada dia e, por ser o centro mais equipado, recebe também pacientes de todo o Maranhão. O resultado é hospital lotado, macas nos corredores e a qualidade do atendimento prejudicada. O SUS é subfinanciado, temos uma tabela de pagamentos defasada e, segundo o próprio ministro da Saúde, Alexandre Padilha, seriam necessários R$ 40 bilhões para melhorar a saúde pública do país. A Prefeitura já faz a sua parte, investindo 25% dos seus recursos na Saúde, quando o mínimo, de acordo com a lei, é 15%. Mas não basta. São Luís não tem condição de pagar essa conta É preciso que cada um, dentro do pactuado, cumpra o seu dever. Enquanto isso, nós continuamos a trabalhar em busca de meios para conseguir mais recursos.
Jornal Pequeno: Dentro dessa perspectiva, o que temos para 2012?
Gutemberg Araújo: Apresentamos ao Ministério da Saúde a situação da nossa urgência e emergência e, em reconhecimento aos nossos esforços e ações, conseguimos recursos para fortalecer o Serviço de Neurocirurgia dos Socorrões I e II e equipar as quatro Unidades Mistas e nos dois Socorrinhos (Cohatrac e São Francisco). Em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, disponibilizaremos 150 leitos de retaguarda para receber pacientes, desafogando os Socorrões e UPAs; e está sendo trabalhado o Plano de Urgência e Emergência do Estado do Maranhão, com o objetivo de racionalizar o fluxo dos pacientes.
Jornal Pequeno: Que outros projetos a Secretaria tem para o ano novo?
Gutemberg Araújo: Nossa prioridade é atenção básica, que por princípio é a porta de entrada do SUS. Conseguimos, junto ao Ministério da Saúde, recursos para instalar cinco Polos de Academia SUS na capital, a reforma de 14 Unidades Básicas de Saúde, reequipamento das Unidades Básicas de Saúde e a entrega de duas Unidades Móveis para o Programa Saúde na Escola. Além disso, vamos implantar o Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil – CAPSI, para enfrentar o problema das drogas na infância e adolescência; e estruturar a nova sede do Serviço Móvel de Urgência (SAMU), na Vila Palmeira.
Jornal Pequeno: E para o combate à dengue, doença em que São Luís está em situação de alerta, o que a Semus prevê?
Gutemberg Araújo: O trabalho de controle da dengue terá continuidade e recurso extra para 2012. Receberemos R$ 1,7 milhão do Governo Federal para colocar em prática o Plano de Contingência da Dengue, que foi montado com ampla participação da comunidade, baseado em reuniões realizadas com representantes em cada um dos cinco distritos de São Luís, reforçando ainda mais a participação popular para livrar a cidade do mosquito. O foco é intensificar parcerias, melhorar a resolutividade das unidades de saúde, realizar campanhas educativas permanentes, capacitar e intensificar a ação dos agentes e otimizar a notificação de casos. Esse plano integra o Programa de Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica e Sanitária, que conta também com ações específicas para o Controle das Hepatites Virais e recursos de R$ 300 mil do Governo Federal.
Jornal Pequeno: O senhor está otimista?
Gutemberg Araújo: Claro que sim. Esperança é o combustível que comanda nossas ações. Tenho a certeza de que, com a ajuda de Deus, o apoio do prefeito João Castelo, associado à força dos servidores da Saúde e à compreensão da população, teremos um novo ano melhor e com muito mais saúde para todos.

http://www.jornalpequeno.com.br/2011/12/31/gutemberg-araujo-faz-balanco-de-acoes-na-saude-em-2011-182276.htm