Ejaculação precoce: o que fazer?


por Alberto Ramos | design Thiago Lyra | ilustração Thiago Cruz


O QUE AJUDA
• Variar as posições sexuais, dando preferência àquelas que reduzem o contato corporal e diminuem a excitação. O tradicional "papai e mamãe" é um estraga-prazeres, já que o toque entre os corpos é maior e aejaculação chega mais rápido.
• Masturbação antes da transa. Pode ajudar a reduzir a ansiedade, principalmente se a pessoa não faz sexo regularmente.
O QUE ATRAPALHA
• Usar anel peniano para prolongar a ereção. O dispositivo é extremamente prejudicial à saúde. Há risco de lesar tecidos do pênis e até mesmo de provocar a morte deles.
• Cirurgia para reduzir a sensibilidade. Consiste na cauterização ou remoção de terminações nervosas do pênis. Saída radical, a operação pode levar aproblemas permanentes de ereção. 

 Ejaculação precoce tem cura

A ejaculação precoce, que afeta 30% da população masculina no mundo, pode estar com os dias contados.


por Alberto Ramos | design Thiago Lyra | ilustração Thiago Cruz



 Foi dada a largada. Eufóricos, competidores se esforçam, suam a camisa. Ao atingir a reta final o suposto vencedor percebe que perdeu o melhor da festa. É mais ou menos assim que se sentem os homens que sofrem de ejaculação precoce. Felizmente esse problema, que costuma devastar relacionamentos, logo, logo deve ter um fim graças a um novo remédio. Trata-se da dapoxetina, um antidepressivo classificado como inibidor seletivo da recaptação da serotonina (SSRI, em inglês).
Ele é da mesma família de drogas como a fluoxetina, um dos medicamentos mais receitados para quem sofre de uma tristeza sem fim. Desde que substâncias assim se popularizaram no tratamento da depressão, notou-se que possuíam o curioso efeito colateral de retardar a ejaculação. Daí passaram a ser usadas também contra o problema. Os antidepressivos, empregados paralelamente ao aconselhamento psicológico, tornaram-se comuns nos tratamentos para aumentar o tempo médio de duração da relação sexual.
Só que essas drogas podem provocar problemas de pele, diarréia, boca seca, náuseas e aumento de peso. Além disso, só fazem efeito depois de pelo menos dez dias de uso. Com a dapoxetina, entretanto, esse quadro tende a mudar. É o que mostra um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos — o primeiro a testar o princípio ativo contra a ejaculação precoce. Publicado em setembro na revista médica inglesa The Lancet, ele demonstrou que a dapoxetina aumenta de três a quatro vezes a duração do ato sexual, com a vantagem de o usuário poder ingeri-la poucas horas antes de transar.
Como ela é eliminada rapidamente, não produz efeitos colaterais — outro ponto a favor. No estudo americano, 2,6 mil homens foram submetidos a testes com a substância. Parte deles recebeu a dapoxetina, enquanto a outra ingeriu um placebo. Em média todos ejaculavam menos de um minuto depois de iniciar a relação. Doze semanas depois, entre os que engoliram o medicamento o tempo subiu para mais de três minutos.

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